domingo, 12 de março de 2017

The Apprentice - Nineteenth chapter




- O que você está fazendo? – perguntei aterrorizada enquanto Paul me arrastava para o final do beco.

- Shiiiu! Fica caladinha, Kate! – ele disse apertando mais meu braço.

Algumas lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, estava com muito medo do que estava por vir.

- Engole esse choro, eu nem fiz nada com você. – ele disse rude. – Ainda. – completou com uma risada sarcástica.

- Porque está fazendo isso comigo, Paul? – perguntei já chorando. – Você é um cara legal.

Chegamos ao final do beco e Paul me jogou contra a parede fazendo com que eu batesse as costas.

- Quem disse que eu sou? – ele perguntou amargo e foi se aproximando de mim, me encurralando.

- Eu pensei que você fosse, mais estava completamente enganada. – respondi e tomei coragem de chutar no meio das suas pernas.

- PIRANHA DESGRAÇADA! – Paul gritou enquanto se curvava de dor.

Aproveitei a deixa e saí correndo, acabei esbarrando em alguns sacos de lixos espalhados pelo beco. Já podia ver a saída, porém meu cabelo foi puxado com força para trás, caí de bunda no chão.

- Pensou que ia se livrar tão fácil de mim? – ele perguntou rindo.

- ME SOLTA! – gritei quando ele veio para cima de mim.

- Calada! – ele sussurrou e deu um tapa forte em meu rosto que me deixou sem reação por alguns segundos. – Fica calada que é melhor. – ele beijou onde havia batido.

Que tipo de ser humano ele é? Nem isso ele deve ser, com certeza é um monstro. Porquê que eu não dei ouvidos ao Justin, porquê? Aliás, o que eu mais queria agora era que ele aparecesse aqui e me tirasse das garras desse animal nojento. 

- Esperei tanto por esse dia, linda. – Paul disse segurando em meus pulsos, acima da minha cabeça.

Ele estava deitado por cima de mim, naquele chão imundo. Porém, era dele que eu estava sentindo ânsia de vomito.

- Você é um idiota. – disse enquanto chorava.

Paul riu da minha cara.

- A freirinha nem sabe xingar. – respondeu rindo. – Eu sou curioso quanto ao seu sexo. Confesso que desde quando eu soube que você veio de um convento, eu fiquei bem... Excitado. Você se transformou em meu fetiche, Kate. Estou eufórico em saber que vou conseguir o que tanto quero. – ele deu alguns beijos em meu pescoço, tentei sair mais não dava. Eu estava imóvel debaixo dele.

- O que você quer? – perguntei receosa, ainda chorando muito.

- Te foder todinha. – ele disse e por alguns milésimos de segundos tive a impressão que meu coração havia parado de bater.

- Não, não, não. Me solta, pelo amor de Deus. – chorei.

- Se acalme, se você colaborar vai ser bem mais rápido. – ele respondeu.

- Eu nunca me deitaria com você, nunca! 

- Então vai ser do meu jeito mesmo. – respondeu por fim e rapidamente ele rasgou minha blusa de cima a baixo.

- SOCORRO! – gritei.

Levei outro tapa forte.

- Quer calar a boca? Você está me irritando.

Justin Bieber’s POV

Tínhamos marcado o rodízio de pizza para as oito da noite. No meu relógio marcada sete e vinte, então resolvi tomar banho logo. Fui para o banheiro e fiz meu show básico cantando debaixo do chuveiro. Quem nunca? Saí do banheiro enrolado em uma tolha da cintura para baixo e fui em direção à cama, onde estava meu celular. Destravei a tela e vi dez ligações da Caitlin, me assustei logo de imediato. Resolvi retornar a ligação.

- Justin? Onde você estava? – ela me perguntou.

- No banho, porquê? – perguntei já estranhando a situação.

- A Kate está com você? – perguntou de volta, rápido.

- Não. Aconteceu alguma coisa? 

- O tio Erick me ligou preocupado perguntando se a Kate estava aqui. Ela teve uma discussão com a mãe dela e saiu de casa, ninguém sabe onde ela está. – ela disse e respirou fundo. – Pensei que ela estivesse com você.

- Como assim saiu de casa, Caitlin? Que horas? – perguntei andando apressado para o closet.

Peguei as primeiras peças de roupa e comecei a me vestir.

- Ela só saiu, Justin. O tio disse que por causa da discussão pensou que ela voltaria logo, porém faz algum tempo já. Ela deixou o celular em casa.

- Puta que pariu. – resmunguei. – Eu vou na casa dela agora. – disse.

- Meu pai já está saindo daqui também. O ruim é que só pode acionar a polícia depois de vinte e quatro horas. – Caitlin respondeu já entrando em pânico.

- Fica calma, a Kate deve estar em alguma praça. – disse tentando tranquiliza-la e me convencer.

- Eu espero que sim. – ela suspirou.

- Tô indo. 

- Me dê notícias.

- Ok! 

Desliguei a ligação. Já arrumado saí rápido do meu quarto, desci a escada praticamente correndo. Sai de casa e caminhei à passos largos até a casa da Kate. Assim que cheguei em frente, o pai da Caitlin estacionou também. 

- Olá Justin, veio saber da Kate? – Wiliam me perguntou.

- Sim. Cait me ligou dizendo que ninguém sabe onde a Kate está. – respondi.

- Vim justamente para isso. Vou sair com o Erick para ver se encontramos ela. Creio que ela esteja em algum lugar colocando os pensamentos em ordem. – ele respondeu confiante.

- Eu vou com vocês. – disse.

- Tudo bem. Vamos entrar. 

- Não, eu espero vocês aqui. A Lauren está aí dentro e é por culpa dela que está acontecendo isso. – disse com raiva.

Saiu bem espontâneo. William me olhou estranho e entrou na casa. Fiquei do lado de fora andando para lá e para cá, já pensando em quais lugares iríamos em busca da Kate. Porquê depois da discussão ela não foi para a minha casa? Ou a da Caitlin? Eu não estaria tão preocupado e aflito como estou agora. 

Lauren nem é minha sogra ainda e já não gosto nem um pouco dela. Cinco minutos depois, Erick e William saíram da casa.

- Oi Justin, vai com a gente? – Erick me perguntou.

Era notório que ele estava bem preocupado e se sentindo culpado pelo ocorrido.

- Vou. – respondi.

- Vamos no meu carro. – William disse.

Entramos em seu carro e falei logo da praça que tem aqui perto, onde costumamos correr. Passamos por lá bem devagar, até desci do carro para ver melhor e nada da Kate. Andamos pelas outras praças e alguns estabelecimentos mostrando a foto da Kate e ninguém soube dar uma informação.

- Vamos parar aqui. – Erick disse apontando para o Starbucks.

William parou bem em frente. Nós três descemos e entramos, caminhamos até o balcão.

- Boa noite, no que posso ajudá-los? – a atendente perguntou.

- Você viu essa garota por aqui? – perguntei mostrando a foto no meu celular.

- Eu acho que sim. – ela respondeu e ficou pensativa vendo a foto. – Bom, ela realmente esteve aqui, há uns vinte minutos atrás.

- Ela estava com alguém? – Erick perguntou.

- Não, ela chegou, pediu um café forte e depois foi embora. – ela respondeu.

- Você viu para onde ela foi? – perguntei.

- Infelizmente eu não sei. – ela lamentou.

- Ok, obrigada. – William respondeu e saímos do Starbucks.

- E agora? – Erick perguntou.

- Será que ela voltou para casa? – William perguntou.

- Tem outros estabelecimentos ali, vamos até lá. – respondi.

- Ok, vou deixar o carro estacionado aqui e vamos andando mesmo. – William disse e assentimos com a cabeça.

Começamos a andar pela calçada, comecei a ouvir um barulho estranho bem próximo, só não sabia de onde vinha. Parecia um choro abafado. 

- Estão ouvindo isso? – perguntei.

- Parece alguém chorando. – Erick respondeu desconfiado.

Apressamos o passo e paramos em frente à um beco escuro, o choro vinha exatamente de lá. 

- Me solta, por favor. – ouvimos uma súplica feminina.

Meu coração logo acelerou.

- É a Kate. – disse desesperado e entrei no beco.

- KATE? – Erick gritou atrás de mim, junto com o William.

- PAI! – ela gritou de volta.

Eu não estava conseguindo ver um palmo a minha frente, William havia ligado a lanterna do celular. Pude ver claramente Kate deitada no chão, e reconheci o rosto do filho da puta do Paul quando ele virou para nos ver chegar.

- SEU DESGRAÇADO! EU VOU ACABAR COM VOCÊ. – gritei e fui para cima dele, com toda fúria e ódio que eu estava sentindo.

Puxei ele de cima da Kate pela camisa e o soquei com força, o fazendo cair no chão. Vou agradecer imensamente a minha mãe por me ter colocado para fazer aula de boxe quando pequeno. Eu estava o socando e chutando sem piedade.

- Calma Justin! – William disse tentando me tirar de cima do Paul.

- Ele estava abusando da Kate. – esbravejei com raiva e chutei seu rosto.

- Não perca a razão, pare. – ele pediu. – Eu vou ligar para a polícia. 

- Po-polícia? – Paul gaguejou cuspindo sangue.

- Seu filho da puta, dessa vez você fica por lá. – disse raivoso.

- Vamos sair desse beco imundo. – Erick respondeu.

Com o ódio tomando conta de mim, tinha esquecido até da Kate. Ela parecia estar anestesiada envolvida pelos braços do Erick. Ele a levou para fora do beco, arrastei o filho da puta do Paul para fora também, William estava no celular ligando para a polícia. Já no claro, pude perceber que Kate estava sem suas roupas e só a jaqueta de Erick a cobria. Fechei meus olhos com força e não queria pensar no pior. 

- O que você fez com ela? – perguntei segurando Paul pela gola da camisa.

- Pergunte a ela. Gostou tanto que está sem palavras. – ele riu e vi seus dentes vermelhos de sangue.

- Dessa vez isso não vai ficar assim. – o olhei com ódio.

- Já estão chegando. – William respondeu.

Fiquei segurando Paul para que ele não fugisse. Kate só chorava baixinho enquanto Erick a consolava. Me doía vê-la daquele jeito. Ela é tão vulnerável, não podem tratá-la assim. Em alguns minutos ouvimos o som da viatura se aproximar, logo estacionaram à nossa frente. Paul se debateu tentando se soltar.

- Boa noite senhores, o que aconteceu aqui? – um policial perguntou nos olhando.

Mais três desceram da viatura. 

- Esse rapaz arrastou minha filha para esse beco e tentou estuprá-la. - Erick respondeu.

- Vamos para a delegacia. – ele respondeu. – E você, vem com a gente. – aproximou-se do Paul e o algemou. 

Eles levaram Paul na viatura e fomos de carro para a delegacia. Kate tinha que dar seu depoimento sobre o ocorrido, não sei se ela iria conseguir. Ela não tinha falado nada desde o momento que a encontramos no beco, ela só sabia chorar. Se eu pudesse tinha matado o Paul só de porrada, há algum tempo eu sentia essa vontade. Não sabia que seria em uma ocasião horrível como essa. Porém, agora ele teria o que merece. 

Demoramos horas na delegacia, Kate teve que fazer exame de corpo delito para confirmar a tentativa de estupro. O que era bem óbvio, mas existe toda essa burocracia. Fiquei sentado com o William esperando a decisão do delegado, eles haviam entrado em uma sala e estavam demorando a sair de lá.

- Porque não prendem logo esse imbecil? – William perguntou impaciente.

- É isso que estou me perguntando. 

Nisso, a porta foi aberta. Paul saiu algemado acompanhado por policiais.

- Você vai me pagar caro por isso, Bieber. – ele me ameaçou.

- Você sabe o que acontece com estupradores em cadeias, não é mesmo? Vai virar bonequinha, Paul. – disse rindo.

- VAI SE ARREPENDER POR ISSO, DESGRAÇADO. – ele gritou.

- Cala a boca. Está pensando o quê? – um policial o advertiu e dei risada.

- Espero que mofe na cadeia, otário. – respondi por fim e o levaram.

Erick e Kate saíram em seguida da sala.

- Podemos ir. – Erick respondeu. 

- Qual a pena dele? – William perguntou.

- Dois anos por tentativa de estupro. – Erick disse.

- Deveria ficar mais tempo mofando na cadeia. – William disse.

- É o que eu acho. – respondi.

- Vamos para casa. – Erick disse.

Saímos da delegacia e entramos no carro. Fui na frente com o William, preferi que Erick fosse atrás com a Kate, não sei como ela está se sentindo. Paramos em frente à casa da Kate e descemos.

- Eu não quero entrar nessa casa. – Kate sussurrou e a olhamos.

- Mas é a sua casa, filha. – Erick respondeu.

- Mas eu não quero. – ela disse e começou a chorar.

- Calma, calma. – ele a abraçou. 

- Ela pode ir comigo? – perguntei.

- Você quer ir com o Justin, filha? – Erick a perguntou.

Kate me olhou nos olhos pela primeira vez, se desvencilhou dos braços do pai e veio até a mim, me abraçou forte e ouvi seu choro penoso.

- Vai ficar tudo bem, baby. – beijei o topo da sua cabeça.

Ela abraçava meu corpo com força, amedrontada. 

- Tudo bem. – Erick respondeu. – Só vou lá dentro buscar algumas coisas para a Kate dormir essa noite lá.

Assenti com a cabeça acariciando os cabelos da Kate e Erick entrou em casa. 

- Eu sinto muito pelo o que aconteceu. Mas ele não vai te fazer mais mal. – William falou para Kate, que continuou calada.

Minutos depois, Erick saiu com uma mochila e me entregou.

- Fica bem, filha. – ele beijou a testa da Kate. – Eu amo você.

Ela só o abraçou e William entrou no carro, o ligando.

- Vamos. – ele respondeu.

- Cuide bem dela. – Erick disse para mim.

- Cuidarei. – respondi.

Entramos no carro e Erick entrou em sua casa. William parou em frente à minha casa e me despedi dele. Abracei Kate de lado, ela mesma abraçava seu corpo, devido estar somente com uma jaqueta no corpo e o frio da noite. Abri a porta e minha mãe levantou-se em um pulo do sofá.

- Céus! Quase morro de preocupação. – ela veio até nós. – Que coisa horrível que aconteceu. Tudo por causa da desequilibrada da Lauren. 

- Mãe! – chamei sua atenção, pois Kate ainda estava em nossa presença, apesar de estar em outro mundo.

- É a verdade. Olha o estado da menina. – minha mãe disse indignada.

- Graças a Deus que estão bem. – meu pai apareceu na sala com o celular na mão. – Estava ligando para você.

- Meu celular ficou sem bateria. – respondi.

- E o mal elemento? Foi preso? – ele perguntou e assenti com a cabeça. – Era uma vez a tranquilidade na nossa cidade... – lamentou.

- A Kate precisa descansar. – disse.

- Claro, filho. Se precisar de alguma coisa, estamos aqui. – minha mãe disse.

Assenti com a cabeça e subi as escadas com a Kate. Chegamos ao meu quarto, coloquei sua mochila em cima da cama, ela sentou-se na beirada e me sentei ao seu lado em silêncio.

- Não quer falar nada? – a perguntei.

- Estou me sentindo suja, quero tomar banho. – ela disse baixo.

- Tudo bem, eu te ajudo. – respondi me levantando. 

- Não! – ela respondeu rápido. – Não quero que toque em mim. 

- Porque? – perguntei confuso.

- Ele tocou em mim, com aquelas mãos imundas. Eu estou com nojo de mim. – ela respondeu deixando algumas lágrimas escapar.

- Kate... – disse me aproximando.

- Por favor. – ela pediu e parei onde eu estava.

- Eu vou chamar a minha mãe para te ajudar. – respondi e ela assentiu com a cabeça.

Suspirei frustrado com a situação e saí do meu quarto.

- Oh mãe! – gritei já da escada.

- Estou aqui. – ela respondeu de volta.

Desci as escadas chegando à sala.

- Pode ajudar a Kate no banho? – perguntei.

- Claro. Estou indo agora mesmo, aproveito e pego meu sabonete líquido, ela vai amar o cheiro de ervas. – ela respondeu e ri fraco.

Minha mãe subiu as escadas e fui para a sala, me sentei no sofá e dei um longo suspiro, de alívio por não ter acontecido o pior. 

- É bom? – meu pai me perguntou, ele estava sentado no sofá.

- O que? – perguntei atordoado.

- Estar apaixonado, é bom? – ele perguntou e fiquei calado por alguns segundos. – Vai dizer que não está arriado os quatro pneus e o estepe pela Kate? – perguntou novamente e dei risada.

- É muito louco. – respondi. 

- Só os corajosos permitem se apaixonar. 

- Agora eu sei o porquê. 

- Estão juntos a quanto tempo? – ele perguntou.

- Dona Pattie que te falou? 

- Não, eu que sei. – ele deu de ombros e arqueei as sobrancelhas. – Eu que sou bom observador.

- Tá bom então. – disse desconfiado. – Não diria que juntos, mas estamos ficando há quase três meses. 

- Devo ficar orgulhoso por você? Nunca passou tanto tempo com uma garota só. – ele disse e rimos.

- A Kate é diferente. 

- Com certeza deve ser. Ela te prendeu, Justin. 

- Eu gosto dela. – disse sincero. 

- Não pediu em namoro ainda porquê?

- Já está tudo planejado, vou pedir final de semana. 

- Que ótimo. Vocês têm a minha benção. – ele disse piscando e ri.

- Que bom, se não tivéssemos íamos namorar do mesmo jeito. – respondi e ele riu.

Acho que fiquei praticamente meia hora na sala jogando conversa para o ar com o meu velho. Ouvi passos na escada, era a minha mãe descendo, finalmente.

- Justin? – ela me chamou e fui até lá. – Vou preparar algo para a Kate comer. 

- Ok, como ela está? – perguntei.

- Ela chorou durante todo o banho e pedia para eu esfregar a esponja de banho com força pelo corpo dela dizendo que estava suja. Estou com dó dela, suba e fique lá. – minha mãe disse triste e fiquei mal por ouvir isso.

- Tudo bem. – respondi.

Subi as escadas e entrei no meu quarto. Kate estava sentada na cama olhando para um ponto fixo na parede, onde não havia nada.

- Só vou tomar um banho, é rápido. – avisei e não obtive resposta.

Como tinha dito, tomei um banho rápido, saí do banheiro e Kate estava do mesmo jeito. Parecia que ela não tinha se mexido um centímetro se quer, vesti uma cueca e uma bermuda de tecido fino e saí do closet.

- Minha mãe foi preparar alguma coisa para você comer. – disse me sentando ao seu lado.

- Eu não estou com fome. – ela sussurrou.

- Vem deitar comigo. – disse segurando em sua mão.

Me deitei primeiro e depois a Kate, a puxei para o meu peito e abracei seu corpo. Ela ficou calada o tempo todo enquanto eu fazia carinhos nela.

- Não quer conversar? – perguntei.

Ela ficou em silêncio como esperado. O silêncio dela que estava me incomodado, eu não gosto de vê-la assim. Eu me sinto mal.

- Me desculpa por não ter te ouvido e não ter me afastado dele. – ela sussurrou chorosa.

- Eu pedia para que se afastasse porque ano passado o Paul estuprou uma garota na Universidade, mas ela não o denunciou. Só mudou de cidade e ficou como se nada tivesse acontecido. – confessei.

- Porque não me contou?

- Eu não queria que você ficasse amedrontada.

- Eu tive tanto medo, eu pensei que você não fosse aparecer. - ela começou a chorar.

- Mas eu apareci e está tudo bem agora. Fica calma. – disse a apertando em meus braços.

Ouvimos batidas na porta, era a minha mãe.

- Entra! – disse.

Ela vinha com uma bandeja com várias coisas deliciosas. Salivei só de olhar.

- Olha o que eu trouxe. – ela disse colocando em cima da cama.

Nos sentamos e passei a mão nas bochechas da Kate, limpando as lágrimas.

- Obrigada mãe. – respondi.

- Pode começar a comer, Kate. – minha mãe disse.

- Obrigada, mas eu não estou com fome. – Kate respondeu.

- Como não? Daqui estou ouvindo seu estômago reclamar de fome. – minha mãe brincou.

- Come só um pouquinho. – disse para Kate e ela negou com a cabeça.

- Vamos fazer um trato, se você comer um pouco, eu conto umas histórias engraçadas de quando o Justin era pequeno. Temos vídeos e tudo. – minha mãe disse para convencer a Kate.

- Mãe! – a repreendi.

- Você tinha que ver a minhoquinha que ele tinha entre as pernas quando era bebê. – minha mãe disse rindo e Kate riu fraco.

Acho que estava funcionando.

- Mãe, vamos parar? – disse.

- Eu vou buscar o notebook para você ver os vídeos. – minha mãe disse levantando-se. – Começa a comer, eu já volto.

Ela saiu do quarto mais logo voltou com um notebook em mãos. 

- Vê se não era a coisa mais linda correndo nu pela casa?! – minha mãe mostrou um vídeo quando eu era criança.

Que vergonha. É agora que eu cavo um buraco e me enterro? As duas começaram a rir dos meus vídeos. Eu era uma criança bem louca e imperativa. Aproveitei a deixa e fui empurrando comida na Kate. Ela estava bem entretida nos vídeos que nem se dava conta do que estava mastigando. 

Minha mãe é demais. Conseguiu que a Kate comesse e ainda a alegrou.  Depois que minha mãe saiu do quarto, Erick ligou para saber como Kate estava e depois fomos assistir TV. Pouco tempo depois, ela adormeceu. Não consegui dormir de imediato, foram muitas emoções para um dia só. Muito tempo depois eu dormi.

Acordei com uma movimentação estranha na cama e alguns gritos. Kate estava tendo um pesadelo. Ela se debatia e chorava. 

- Kate? – a chamei várias vezes até ela acordar.

- Justin? Ele... ele veio atrás de mim. – ela chorava tanto que soluçava. – Ele veio aqui.

- Foi só um pesadelo, o Paul está preso. Ele não vai se quer chegar perto de você. – disse a abraçando forte.

- Eu estou com medo, Justin. Por favor, não deixa ele vir aqui. – pediu agarrada em mim.

- Eu não vou deixar, amor. – disse beijando sua testa. 


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Continua?
Obrigada por todos os comentários!

Quem te viu, quem te vê em Paul? 

Falando em Paul, quem faz ele é o Zayn Malik ok? Esqueci de avisar faz um tempão.

Quem não comentou em Dangerous Life, aproveita e comenta!!!!

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Amo vocês.  💘


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

The Apprentice - Eighteenth chapter




Dormi muito bem com a Kate, bem até demais. Queria poder ficar para vê-la acordar, porém prometi a minha mãe que voltaria cedo para casa. No caso, seis da matina eu já estava de pé vestindo meu casaco e observando Kate dormir tranquilamente agarrada em um travesseiro, no qual eu coloquei para substituir meu corpo que antes estava ali, agarrado ao seu. Olhei ao redor e encontrei sua bolsa da faculdade, peguei seu caderno, o abri, peguei uma caneta e deixei um recado:

Tenha um bom dia, baby. Você estava linda dormindo, como sempre.
                             
                                                Bieber. <3

Deixei o caderno aberto em cima dos eu criado-mudo e dei um beijo em sua testa, ajeitei o edredom a cobrindo mais e caminhei até a janela.  Em segundos já estava andando pelas ruas, somente eu e o frio da manhã. Coloquei as mãos dentro dos bolsos da calça antes que elas congelassem. Logo cheguei em casa, estava silenciosa. 

- Mãe? – chamei.

Ninguém respondeu, então deduzi que ela ainda estivesse dormindo. Fui para o meu quarto e me joguei na cama, ainda estava com sono. 

(...)

- Justin? Querido, acorde! – ouvi a voz carinhosa da minha mãe soar ao meu lado.

Cocei os olhos e os abri.

- Bom dia! Que horas você chegou? – perguntou passando a mão entre meus cabelos.

- Umas seis. – respondi me espreguiçando.

- Bem cedo mesmo. – ela riu fraco. – Tome um banho e desça para tomar café. 

- Tá. – resmunguei.

Minha mãe saiu do quarto e me levantei preguiçoso indo para o banheiro. Me despi e senti meu corpo arrepiar, que frio terrível. Liguei o registro na água quente e tomei um banho demorado. Fiz minhas higienes e saí do banheiro enrolado, batendo os queixos. Fui até o closet e escolhi uma roupa de frio, ajeitei meu topete e saí do meu quarto. Cheguei à cozinha e minha mãe já havia servido meu café da manhã. É a melhor mãe do mundo, né?

- Obrigado. – disse beijando sua bochecha e me sentando.

- De nada, querido. Como a Kate estava? – ela perguntou lavando umas louças.

Apesar de termos condição suficiente para contratar uma empregada, minha mãe fazia questão de ficar cuidando da casa, limpando, passando, cozinhando. Eu e meu pai já tentamos convencê-la de contratar uma empregada, porém ela não quer. 

- Estava bem. – respondi.

- Você não acha perigoso ficar escalando janela? – ela perguntou me olhando.

- Vai ser por pouco tempo. – disse mordendo minha panqueca. 

- Então termina aí, vamos comprar o anel da Kate. – ela disse e sorri de boca fechada.

Terminei meu café e saí com a minha mãe, íamos à uma joalheria que ficava no Shopping. 
Chegamos depois de vinte minutos, ao entramos na loja a atendente veio até nós.

- Bom dia! No que posso ajudar? – ela perguntou simpática.

- Bom dia. Queremos um anel bem bonito. – minha mãe disse.

- Namoro, casamento, formatura, ou algo assim? 

- Namoro. – respondi.

- Me acompanhem. – ela disse e assentimos com a cabeça.

Ela nos levou até uma vitrine e tinha anel para caramba. Era difícil escolher um. Fiquei imaginando qual a Kate gostaria mais. 

- Já se decidiu?  - minha mãe perguntou.

- Ainda não. – bufei. – Isso é complicado. E se ela não gostar do que eu comprar? – perguntei receoso.

- Claro que ela vai gostar, filho. – ela disse passando a mão em minhas costas. – Olhe para esses anéis e veja qual combina mais com ela.

- Ok, vamos lá de novo.

Olhei anel por anel, a atendente já estava impaciente do nosso lado. Eu realmente sou um cara indeciso. 

- Olha esse mãe. – disse apontando.

- É lindo. Ela vai amar. – sorriu.

- Ótimo. Vai ser esse. – disse para a moça.

Pude ouvir ela murmurar um “Graças à Deus”. Ela o colocou na caixinha de veludo e guardou em uma embalagem. Minha mãe insistiu em pagar, ela estava mais empolgada do que eu. Acho que a entendo, nunca quis nada sério com ninguém. Só comer e despachar, por isso que ela está tão feliz por eu ter me apaixonado pela Kate. 

- Ah, esqueci de contar para você... – minha mãe começou a falar quando saímos da loja.

- O quê? – a perguntei.

- Sabe a cabana que eu falei? Do meu amigo? Então, vocês podem ir, ele vai deixar a chave lá em casa depois. 

- Sério? Que foda! – disse animado beijando sua bochecha.

- Só tenha juízo em. 

- Juízo é o que eu mais tenho, mãe. – disse piscando o olho.

A abracei de lado e continuamos a andar pelo Shopping. 

- Será que as garotas ainda gostam de receber pelúcia? – perguntei à minha mãe, ao avistar uma loja com vários na vitrine.

- Claro, filho. – ela respondeu.

- Vamos entrar aqui. – disse a conduzindo para a loja.

Entramos na loja e fomos escolher uma pelúcia para dar à Kate. Estou meloso até demais para o meu gosto. Depois da compra, minha mãe me fez esperar mais uma hora em uma loja de roupas. Bem que desconfiei, ela estava boa até demais. 

No domingo...

Kate Beadles’s POV

Eu estava bem feliz por minha mãe ter deixando eu ir ao jogo, quer dizer, ela só deixou porque meu pai vai também. Ela preferiu ficar em casa, confesso que acho até melhor. Vou me sentir mais confortável sem seus olhares em cima de mim. Estava trajando uma calça jeans colada, uma blusa dos Cullitons e um sapatinho. Meu cabelo estava solto e uma maquiagem, graças aos truques da Caitlin, ressaltava a cor dos meus olhos. 

- Kate? Vamos! – meu pai disse batendo na porta.

- Estou indo. – respondi e enfiei meu celular no bolso da calça.

Abri a porta e dei de cara com ele me esperando.

- Oh, que linda! – ele disse pegando em minha mão e me fazendo dar uma rodadinha.

- Obrigada! – sorri. – Adorei a sua camisa. – disse elogiando a camisa do nosso time.

- Hum... A sua também não é de se jogar fora. – ele respondeu e rimos. – Pegou os ingressos?

- Estão aqui no bolso.

- Ok! VAMOS LÁ CULLITONS! – dei risada da sua empolgação.

(...)

Chegamos ao estádio e estava um verdadeiro formigueiro. Por sorte meu pai conseguiu uma boa vaga para estacionar o carro.

- Que bom que compramos os ingressos próximos aos outros, não iríamos conseguir achar ninguém aqui. – meu pai respondeu.

- Nossa, isso está lotado pai. – disse boquiaberta.

- Claro, hoje é dia de vitória! – exclamou e ri.

Segurei em seu braço e seguimos para dentro do estádio. Se fora estava cheio, dentro estava muito mais. Meus olhos brilharam em ver o estádio lotado, aquela energia boa, aquela sensação de nostalgia. Caminhamos com dificuldade entre as pessoas e as arquibancadas, compramos nossos ingressos o mais próximo possível da tela de proteção. Queríamos acompanhar tudo bem de perto. 

- Já estou vendo o pessoal. – meu pai praticamente gritou para que eu pudesse ouvir.

- Onde? – perguntei de volta.

Ele só me guiou até lá. Todos haviam chegado, estavam os pais da galera, menos as mães. 

- Primaaa! – Caitlin disse jogando-se em cima de mim.

Enquanto meu pai cumprimentava meus tios, apesar de não sermos da mesma família, considero como se fossem. No caso, os pais da Caitlin, do Chaz, do Ryan e do Justin. Ah, como ele estava lindo. 

- Meu Deus! Não vai me derrubar. – disse retribuindo seu abraço.

- Como você está linda! – ela disse me olhando.

- Olha quem fala. – disse rindo.

- Vem pra esse lado. – ela disse me puxando.

Do lado direito iriam ficar nossos pais e do esquerdo, nós.

- Oi pessoal! – disse um pouco alto para que eles pudessem ouvir.

Cumprimentei meus tios e por fim, os garotos.

- Depois de tanto tempo sem ver os monstros em quadra, está animada Kate? – Ryan perguntou.

- Muito! – respondi sorrindo. – Continuam bons?

- ÓBVIO! – Ryan e Chaz responderam ao mesmo tempo e dei risada.

- Oi baby. – Justin disse e me abraçou. – Essa blusa fica linda em você, porém você fica muito mais sem ela. – sussurrou em meu ouvido e senti minhas bochechas queimarem.

- Não começa, por favor... – disse envergonhada e ele riu separando o abraço.

- Apenas a verdade. – ele deu de ombros. 

- Oh pai, me dá dinheiro aí. A Kate e o Justin vão comprar alguma coisa para comermos. – Caitlin disse para o tio William.

- Vamos? – perguntei com as sobrancelhas arqueadas.

- Vamos. – Justin respondeu.

- Filha, aproveita e compra uma cerveja para o seu velho aqui. – meu pai disse abrindo a carteira.

- Vamos perder o jogo. – respondi.

- Baby, colabore. – Justin sussurrou do meu lado.

- Vai demorar um pouco para começar. – Ryan respondeu.

- Ok. 

- Justin, cuidado com a Kate, vai que ela se perde por aí. – meu pai disse e revirei os olhos.

- Claro. – ele disse entrelaçando nossos dedos e gelei. – Oh, não dá para se perder.

- Bom garoto! – Jeremy disse e piscou para o Justin.

Eu entendi muito bem essa piscadinha. Justin saiu me puxando, segurei firme em sua mão. Vai que eu me perdesse mesmo no meio dessa multidão. Andamos no meio do pessoal e conseguimos chegar na parte que vendiam lanches e bebidas.

- Só assim para conseguirmos ficar a sós. – Justin disse me olhando e parando em minha frente.

- Quer dizer que isso foi armado? – perguntei desconfiada.

- Caitlin que armou, eu só notei depois. – ele deu risada e ri também.

Justin ficou me olhando fixamente e já estava ficando incomodada.

- Porquê está me olhando assim? – perguntei colocando uma mecha de cabelo para trás da orelha.

- Só estava pensando que eu tenho que te beijar agora. – ele disse segurando em minha cintura.

- Você sabe que têm conhecidos aqui, não sabe? – perguntei olhando para os lados.

- Eu realmente não me importo, Kate. – respondeu e colou nossos lábios rapidamente.

Justin colocou sua mão em minha cintura e eu automaticamente levei a minha para a sua nuca. Ele me beijou tão lentamente que eu queria que aquele momento se eternizasse ali. Justin despertava em mim todas as melhores sensações, era tão bom. Descolei nossos lábios e ele sorria para mim ainda de olhos fechados.

- Porque parou, baby? – perguntou abrindo os olhos.

- Temos que comprar as coisas antes que o jogo comece. – disse.

- Ok. – ele revirou os olhos e pegou na minha mão.

Fomos para uma fila que graças à Deus estava pequena. Compramos e depois voltamos para os nossos lugares. Dez minutos depois o jogo começou levantando o estádio a loucura, a torcida do time adversário estava presente, porém não era nada comparada à nossa. Os garotos e nossos pais estavam enlouquecidos, eu e Caitlin ainda mantínhamos a pose de mocinhas educadas. Porém, não durou muito tempo quando o juiz apitou indicando término do jogo. E como sempre, Cullitons Stratford ganhou. 

- Onde vamos comemorar? – tio William perguntou.

- São quase uma da manhã, ainda quer comemorar? – meu pai o perguntou rindo.

- Cara, o nosso time ganhou. Tem noção? – tio William disse abraçando meu pai.

- Você é louco, cara. – meu pai respondeu.

- Não é à toa que somos irmãos.  – ele respondeu e rimos.

- Vamos marcar um rodízio de pizza? – Christian sugeriu.

- Pode ser amanhã. – Jeremy respondeu.

Combinamos direito sobre o rodízio de pizza para amanhã e por fim, conseguimos sair do estádio. Nos despedimos e fomos para nossas casas. 

- Gostou de hoje, querida? – meu pai perguntou enquanto subíamos as escadas.

- Sim, me senti muito feliz. – disse sorrindo para ele.

- Que bom! Gosto de te ver assim. – ele apertou minhas bochechas e ri fraco.

- Boa noite, pai. – beijei sua bochecha quando paramos em frente à porta do meu quarto.

- Boa noite! – ele beijou minha testa e entrei no meu quarto.

Tirei minhas roupas e fui tomar um banho, tinha suado bastante no meio daquela torcida enlouquecida. Depois do banho, coloquei meu baby doll e fui dormir.

(...)

No dia seguinte, fui para a faculdade e não teve nada de diferente. Apenas o fato de Paul estar extremamente estranho comigo. Ele não falou comigo durante à tarde, às vezes sentia seu olhar sob mim, e eu sentia que não era algo bom. Depois de dois trabalhos apresentados, comecei a sentir uma enxaqueca horrível e pedi para que pudesse ir embora. Justin veio me deixar em casa na hora do intervalo, minha cabeça parecia que ia explodir. 

Passei o resto da tarde tentando dormir, já tinha tomado remédio mais não tinha surtido efeito ainda. Quando estava quase conseguindo dormir, a porta do meu quarto foi praticamente derrubada por a minha mãe. 

- Custava bater feito uma pessoa normal? – perguntei já irritada.

- Está dizendo que eu não sou normal? – perguntou toda arrogante.

- Às vezes parece que não. – respondi.

- Não me desrespeite, Kate! Porque voltou cedo da aula? 

- Como soube disso? – perguntei arqueando as sobrancelhas.

- Me ligaram da Universidade avisando. 

- E porque te ligaram? Isso é tão banal.

- Porque eu pedi que ligassem, caso você saísse antes de terminar o horário das suas aulas. Banal nada, pagamos tão caro para você ficar faltando aula?! – esbravejou.

- Eu estava com enxaqueca, não ia ficar lá com dor. – me defendi.

- Deixe de ser mentirosa. Porque faltou as aulas? 

- Eu não estou mentindo. – respondi com raiva. – Aliás, você reclamando comigo está piorando minha dor de cabeça.

- Que piore então! – ela respondeu também com raiva e fiquei boquiaberta. – Eu não quero você faltando na faculdade, entendeu? Se tiver com dor, que leve remédio. 

- Não dava para eu ficar assistindo aula. Minha cabeça estava quase explodindo. – tentei explicar.

- Eu não quero saber de nada, Kate! Eu só não faço você voltar para lá, porque uma hora dessas as aulas já terminaram. – ela respondeu e a olhei incrédula.

- Sai do meu quarto. – disse firme a olhando.

- O que disse? – perguntou me fuzilando com os olhos.

- Estou pedindo para você sair do meu quarto. 

- Você ficou louca? 

- Quem está louca aqui, não sou eu mãe. 

- CONTINUE ME AFRONTANDO DESSE JEITO E EU TE MANDO PARA O CONVENTO EM DOIS TEMPOS. – gritou e saiu batendo a porta.

Com o barulho da pancada, doeu mais ainda minha cabeça e me afundei nos travesseiros. Cada dia que passa está mais difícil de aguentar a minha própria mãe. Continuei deitada por mais meia hora, resolvi levantar e tomar outro comprimido. Cheguei à cozinha e quase voltei para trás quando vi minha mãe discutindo com o meu pai.

- Está vendo essa daí? Mal entrou na faculdade e já está faltando as aulas. – minha mãe disse apontando o dedo para mim.

Preferi ficar calada e fui procurar um comprimido nas gavetas.

- O que houve, filha? – meu pai perguntou.

- Estava com muita dor de cabeça e vim embora depois do intervalo. – respondi simples.

- Que história mal contada. – minha mãe debochou.

- Eu já disse que estou falando a verdade. – esbravejei.

- E melhorou? Lembre-se que ainda temos um rodizio para irmos hoje. – meu pai respondeu ignorando o chilique da minha mãe.

- O quê? Ainda querem sair hoje? Mais não vão mesmo. – ela respondeu.

- Porquê não? Vamos comemorar a vitória dos Cullitons. – meu pai disse.

- Dane-se esse time. Vocês não vão à lugar nenhum hoje. – ela disse batendo a mão na mesa, eu e meu pai nos entre olhamos.

- Lauren, se você quiser ficar em casa o problema é seu. Nós vamos. – meu pai deu de ombros.

- Depois do que aconteceu hoje? A Kate não vai a lugar nenhum. – ela respondeu e arregalei os olhos.

- Só porque eu vim embora porque estava com dor? Pelo amor de Deus... – disse revoltada.

- Quer dizer que ainda lembra de Deus? Nem parece, anda fazendo tantas coisas que não o agradam. – ela disse debochada.

- Já chega! Eu não fiz nada demais. – disse por fim e dei ás costas saindo da cozinha. – PELO MENOS EU AINDA ESTOU EM PLENO USO DAS MINHAS FACULDADES MENTAIS! – gritei indo em direção à porta.

- SOME DAQUI, KATE! – ela gritou de volta.

- Para com isso, Lauren! – ouvi meu pai dizer, porém já tinha batido a porta e saído de casa.

Já estava noite e fazia frio, nem me importei e apressei o passo para ficar longe de casa. Precisava colocar a cabeça no lugar. Me abracei e resolvi ir tomar um café no Starbucks para me esquentar por dentro. Me sentei e logo alguém veio me atender, pedi somente um café forte. Rolei meus olhos pelo estabelecimento esperando meu pedido e vi Paul sentado sozinho, e agora estava me olhando. Olhei para outro lugar mais ainda sentia seu olhar em mim. Assim que meu café chegou, tentei tomar o mais rápido possível e sair logo dali.

- Kate? – ouvi Paul me chamar assim que pus meus pés fora do Starbucks.

Suspirei pesado e me virei devagar.

- Oi. – respondi.

- Acho que nós precisamos conversar. – ele disse e comecei a andar, ele me acompanhou.

- Eu não estou em um dia bom, depois nós conversamos. – disse querendo dar fim aquela conversa e seguir meu rumo.

- O que aconteceu? – ele perguntou.

- Eu não quero falar sobre isso. – respondi.

- Porque está tão estranha comigo? – ele perguntou e notei a raiva em sua voz.

- Eu não estou estranha com você. É impressão. – disse rápido.

- Claro que está! O que o Justin contou para você? 

- Ele não contou nada. 

- E porque está assim?

- Eu já disse que não estou em um dia bom, Paul. – respondi.

- O imbecil do Justin fez alguma coisa com você? – perguntou ainda com raiva.

- Porque ele faria? – franzi a testa e o olhei.

- Porque ele não é homem para você. – ele sorriu.

- E quem seria? – perguntei no impulso.

- Eu. – ele sorriu malicioso.

- Não é uma boa hora para brincadeiras. 

- E quem disse que eu estou brincando? – ele perguntou e segurou em meu braço, me parando em sua frente.

- Paul, me solta. – disse nervosa.

- Você está gelada, Kate! Não quer que eu te esquente? – ele perguntou e me puxou com força para o seu corpo, nos deixando colados.

- Por favor, para com isso. – disse sentindo meu coração bater mais rápido.

- Claro que você quer. – ele respondeu rindo e continuou me puxando.

- Me solta ou então eu vou gritar. – disse.

- Se eu fosse você, não gritaria. Escute seu amigo. – ele beijou minha bochecha e senti nojo.

Seu braço estava rodeado em minha cintura com força, ele me mantinha colado ao seu corpo enquanto andávamos. Quem passava na rua pensava que nós éramos namorados. Eu já estava com muito medo, com vontade de chorar. E isso só aumentou quando entramos em um beco escuro e imundo. 


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Obrigada por todos os comentários!

Sempre soube que esse Paul não prestava.

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Um ótimo carnaval e curtam com juízo, em?

Amo vocês.  💘